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Leituras Temáticas

Neste espaço encontram-se as leituras temáticas, optei pelo livro "Pensar Queer: sexualidade, cultura e educação", pelo fato de este tema ainda gerar muita "discussão" na sociedade atual.

Centrei-me no capítulo 5 - Do armário ao curral: neo-estereotipia em In & Out, apresentando as ideias do autor e um breve comentário crítico. Seguido de uma ficha de leitura do capítulo 

Do armário ao curral: neo-estereotipia em In & Out.

Shirley R. Steinberg

 

No presente capítulo o autor Shirley R. Steinberg começa por definir o conteúdo composto no modelo queer (as manicuras semanais, o estilo da consciência, os punhos frouxos, modos efeminados, etc). Refere ao longo do capítulo o filme In & Out, de Paul Rudnick; que tem plena consciência de escrever argumentos para um público homofóbico. A sua intenção é introduzir o público na homossexualidade, como forma de vida alternativa, tornar a homossexualidade agradável e “não tão má”.

O autor refere que em consequência, um filme como In & Out torna-se um instrumento hegemónico destinado a reinscrever o ódio e o medo da homossexualidade. Na sua opinião, “apesar da tentativa para normalizar a queeridade, o filme de Rudnick é um exemplo de uma pedagogia errada”.

Neste capítulo o autor discute o filme In & Out de 1997 e os efeitos negativos que o filme cria na tentativa de liberalizar a queeridade.

O filme retrata o professor Howard, interpretado por Kevin Kline, que na noite da transmissão dos Óscares passa a ser o centro das atenções, quando um antigo aluno afirma perante milhões de espetadores que Howard é homossexual. Ele viria lutando pelo seu casamento e fazendo o seu melhor para afirmar a sua masculinidade.

Aponta também a abordagem que Rudnick faz de queeridade como defeituosa, “porque ele utiliza defeitos de carater atribuídos à homossexualidade”.

Mais tarde os alunos pensam porque razões o aluno assumiu que Howard era homossexual, na verdade Howard tinha características que levariam ao modelo queer. A sinopse continua e descreve Howard a tentar “afirmar a sua masculinidade”. Os espetadores inteiramente convencidos na homossexualidade de Howard, mas ele é a única pessoa que não se apercebe.

Nas cenas finais finalmente intitula-se de homossexual, “sentimo-nos aliviados e confortáveis com sua opção de vida”. Ele é despedido devido a esse fato, e alunos levantam-se e orgulhosamente declaram a sua homossexualidade. “Somos todos iguais, e se Howard é homossexual eu também sou homossexual”.

O autor refere que no filme a homossexualidade nunca está associada ao sexo, mas sim a símbolos definidos pelos alunos – o asseio, os punhos frouxos, etc. Shirley questiona este fato de Rudnick não permitir que a sua personagem homossexual tenha relações sexuais. Sustenta o fato que talvez seria ultrapassar a linha da decência heterossexual, “a linha que define o que a homossexualidade poderá realmente ser”.

Na opinião do autor “os filmes de Rudnick ajuda os espetadores a aceitar a revelação da orientação sexual, o sair do armário, mas encurrala a queeridade num espaço contido com atributos definidos e sem sexo”; afirma também que “apesar de dar um passo em frente relativamente à tolerância, um filme como In & Out dá dois passos atrás”.

Há um momento que Shirley diz finalmente o filme será identificado com ter relações sexuais, quando a cena muda para uma igreja e as personagens de Tom Selleck e Howard estão atarefados a ajustar os seus smokings e laços. “O ambiente é festivo e óbvio que vai haver um casamento”. O autor sente um alívio por finalmente o amor e o sexo serem tratados no filme, mas cai na realidade quando vê que são os pais de Howard renovando os seus votos.

Shirley não esconde a sua desilusão e afirma: “O único momento no filme que poderia legitimar a homossexualidade como um estilo de vida amoroso e sexual afunda-se numa desconcertante e débil conclusão que nos deixa vazios. O heterossexismo é reinscrito e fortalecido”. Termina por dizer que filmes assim estão a encurralar a queeridade numa arena cercada.

 

 

Neste capítulo é notório o fato de o autor defender ao máximo a ideia e ser a favor da revelação da homossexualidade, mas não desta forma, de filmes de Rudnick, onde o realizador tem uma tentativa frustada de normalizar a queeridade.

É de fato visível que o filme In & Out trata-se de uma forma cómica em relação aos homossexuais, quando a ideia a passar deveria ser outra, uma ideia de tolerância, para obter outro impacto nos heterossexuais e homossexuais.

Ficha de Leitura

Título e Autores: Pensar Queer: sexualidade, cultura e educação. Capítulo Nutrindo imagens, paredes sussurrantes: intersecções de identidades e ampliação de poderes no local de trabalho acadêmico. Townsand Prince – Spratien.

 

Palavras-chave: Língua, coragem, ternura, homossexualidade.

 

Ideias Principais: Imagens e interação; nutrindo a resistência; imagens no local de trabalho e revelação; fazer justiça e os documentos na parede.

 

Problemas focados:

 

Síntese: Townsand Prince – Spratien neste capítulo começa por apresentar três termos: Língua, Coragem e Ternura.

O gabinete de um professor universitário é um espaço onde: tanto para os visitantes como os ocupantes existe interação entre conhecimento e ignorância; é um local de trabalho que pertence indiretamente ao estado; um local privado que pode ser decorado consoante a escolha do professor. “As imagens escolhidas, de tarefas e de Êxito, proporcionam aos visitantes uma linguagem visual das várias representações da identidade do ocupante.”

Townsand centra-se nas imagens a colocar nas paredes. No local de trabalho acadêmico imagens de tarefas e sucessos podem ser utilizadas para ensinar aos alunos como se constrói o conhecimento e como criar as suas próprias interpretações. Cita Kisses, Lorde e Riggs.

 

Observações:

 

Bibliografia adicional sugerida:

Instituto de Ciências e

Matemática

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